Acrescenta que mesmo no caso
da castanha de caju, cuja safra se estende até fevereiro, não dá mais
para esperar grandes mudanças. Explica que chuvas fora de
época, no mês de outubro, em alguns municípios estendendo-se por até
três semanas, às vezes de forte intensidade, contribuíram para a
elevação da umidade favorecendo as condições para o aparecimento das
doenças fúngicas antracnose e do oídio. Esse quadro prejudicou a safra.
“Além das doenças, onde ocorreram intensas chuvas houve a queda da
floração e de maturis, precedida de ressecamento das flores”, diz o
relatório, acrescentando que outras implicações, como o crescimento da
vegetação, em que exigiu mais custos para a limpeza da área em volta do
cajueiro, os solos encharcados, mantendo uma alta umidade na castanha,
dificultando sua secagem ou, por falta de mão-de-obra, dificultaram a
coleta da castanha de caju. Regina Dias destaca a
diferenciação nas perdas, levando em conta a variedade, o território e a
tecnologia. “As perdas não foram uniformes”, afirma, adiantando que
elas foram maiores no cajueiro gigante do que no anão precoce e no
Litoral.Observa que a produção foi mais afetada no Litoral Oeste. “O
cajueiro cultivado organicamente resistiu mais às doenças que aquele
cultivado convencionalmente.” (O POVO Online/AVSQ).