Ceará produz safra recorde de grãos neste ano.

O Ceará registra safra recorde de grãos, com cerca de 1,3 milhão de toneladas (NANI GOIS / AFP)O penúltimo relatório do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Ceará confirma safra recorde de grãos, cerca de 1,3 milhão de toneladas (t). No grupo das frutas frescas, a expectativa é de uma produção de 1.097.922 t, resultando num crescimento de 4,47% em relação ao prognóstico de janeiro. A colheita da castanha de caju apresenta queda de cerca de 32% em relação a previsão inicial de 164,1 t. Estima-se agora uma produção de 111,7 t.  “Não se espera mais nenhuma variação significativa para o relatório de dezembro porque falta pouca coisa para colher”, comenta a secretária do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias(GCEA) do Ceará, Regina Dias.
Acrescenta que mesmo no caso da castanha de caju, cuja safra se estende até fevereiro, não dá mais para esperar grandes mudanças.  Explica que chuvas fora de época, no mês de outubro, em alguns municípios estendendo-se por até três semanas, às vezes de forte intensidade, contribuíram para a elevação da umidade favorecendo as condições para o aparecimento das doenças fúngicas antracnose e do oídio. Esse quadro prejudicou a safra. “Além das doenças, onde ocorreram intensas chuvas houve a queda da floração e de maturis, precedida de ressecamento das flores”, diz o relatório, acrescentando que outras implicações, como o crescimento da vegetação, em que exigiu mais custos para a limpeza da área em volta do cajueiro, os solos encharcados, mantendo uma alta umidade na castanha, dificultando sua secagem ou, por falta de mão-de-obra, dificultaram a coleta da castanha de caju.  Regina Dias destaca a diferenciação nas perdas, levando em conta a variedade, o território e a tecnologia. “As perdas não foram uniformes”, afirma, adiantando que elas foram maiores no cajueiro gigante do que no anão precoce e no Litoral.Observa que a produção foi mais afetada no Litoral Oeste. “O cajueiro cultivado organicamente resistiu mais às doenças que aquele cultivado convencionalmente.” (O POVO Online/AVSQ).