O presidente Jair Bolsonaro baixou o tom em seu discurso sobre o novo coronavírus, em pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio exibido na noite desta terça-feira. Após minimizar por diversas vezes a Covid-19, chamada por ele de "gripezinha" e "fantasia", Bolsonaro classificou este como o "maior desafio da nossa geração". Além disso, não defendeu o fim do isolamento social, como havia feito na semana passada em outro pronunciamento.
Bolsonaro também pregou a "colaboração" e a "união" com todos, inclusive governadores, criticados por ele nas últimas semanas pelas medidas tomadas contra o coronavírus.
O presidente também foi mais cauteloso ao falar da hidroxicloroquina, substâncias que têm sido testadas contra a Covid-19: apesar de dizer que ela parece "bastante eficaz", ressaltou que não tem "eficiência cientificada comprovada".
Ele também repetiu diversas vezes que é preciso combater tanto o vírus quanto o desemprego, e disse que orientou os ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Paulo Guedes (Economia) a tomar medidas nesse sentido.
Este foi o quarto pronunciamento sobre o coronavírus realizado em um período de menos de um mês.
O Globo
