Lula diz que não teme comparação

21/02/2013 - Em discurso no ato de comemoração dos 33 anos do PT e dos 10 anos da sigla à frente do governo federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou indiretamente o mensalão ao dizer que a sigla não deve temer o debate sobre a corrupção. Ele também fez críticas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtual candidato tucanos à Presidência, e à imprensa. "Não temos medo de comparação, inclusive comparação e debate sobre a corrupção. Todo mundo sabe que tem duas formas de a sujeira aparecer: uma é mostrar, a outra é esconder. E eu duvido que tenha um governo na história desse país que criou mais transparência e mais instrumentos de combate à corrupção do que o nosso governo", disse o ex-presidente. Lula também criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por ter dito que comparar o governo tucano e o petista é "coisa de criança" e "parece picuinha". Lula citou como exemplos de combate à corrupção a criação da Controladoria-Geral da União (CGU) em seu governo e da Lei de Acesso à Informação no governo Dilma. O mensalão, principal escândalo do governo petista, nasceu, segundo concluiu o Supremo Tribunal Federal (STF), do pagamento a parlamentares da base do governo em troca de apoio no Congresso Nacional. O ex-presidente Lula fez diversas críticas à oposição e finalizou sua fala citando o discurso feito na tarde de ontem por Aécio Neves, no Senado. "Eu não vou responder a eles. Só queria dizer que a resposta que o PT deve dar é dizer para eles que eles podem se preparar, que eles podem juntar quem eles quiserem. Porque se eles têm dúvida, nós vamos dar como resposta a eles a reeleição da presidente Dilma. Essa é a retaliação na política", desafiou. Ao lado de Lula no evento comemorativo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que os fundamentos do governo são cada vez mais sólidos e que a estabilidade é um dos "compromissos inegociáveis" que o governo saberá manter. "Ninguém duvide de nossa disposição e capacidade para garantir a estabilidade macroeconômica do País. Os que apostarem o contrário amargarão sérios prejuízos financeiros ou políticos", alertou. Ela comentou ainda que o governo do PT enfrentou "com competência" uma das maiores crises internacionais da história e que "está preparado para enfrentar os desafios do presente e do futuro".

DN