21/02/2013 - Um manifesto contra a permanência do senador Renan Calheiros
(PMDB-AL) na Presidência do Senado foi entregue nesta quarta-feira (20) a
um grupo de senadores depois de ato dos manifestantes no gramado do
Congresso Nacional. De acordo com dirigentes da ong Avaaz, que hospedou a
petição em seu site, foram registradas cerca de 1,6 milhão de adesões. A comitiva que levou as assinaturas foi recebida pelos senadores
Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Aloysio Nunes
(PSDB-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Simon (PMDB-RS) e João
Capiberibe (PSB-AP) em sala da ala Alexandre Costa. O ato foi simbólico, já que as assinaturas on-line não foram
impressas em papel. O grupo chegou ao local carregando caixas
representando os apoios coletados e, depois de ouvir os senadores,
apresentou um tablet aberto na página da petição na internet. Cristovam Buarque disse que o Senado "não tem o direito de virar as
costas" ao movimento articulado pela internet, a seu ver uma nova
maneira de "fazer democracia". Pedro Simon observou que a campanha em
favor da Lei da Ficha Limpa foi também articulada por meio digital e
obteve êxito. Pedro Abramovay, diretor de campanha da Avaaz, disse que outro
objetivo da mobilização é pedir o fim do voto secreto parlamentar. Afirmou que seu uso não é previsto na Constituição para eleger
dirigentes das Casas Legislativas. Depois, anunciou que pediriam apoio
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para derrubar o voto secreto, por
meio de uma ação perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Abramovay também anunciou a ida da comitiva ao Supremo para
protocolar uma carta com pedido para que seja acelerado processo que tem
como réu o senador Renan Calheiros. Os senadores subscreveram a carta. O representante comercial Emiliano Magalhães Netto, propositor da
campanha, participou do encontro. Oriundo da cidade de Ribeirão Preto
(SP), ele criou a petição no dia 1º de fevereiro, o mesmo em que Renan
Calheiros foi eleito para o cargo, com apoio de 56 dos 81 senadores.
Agência Estado
