O
ano de 2012 se apresentava promissor para o Ceará. Com a promessa de
receber cerca de 18 milhões de cota de TV do Brasileirão, a
possibilidade de adquirir um Centro de Treinamento e ampliar o estádio
Vovozão - grande sonho da atual gestão -, os alvinegros sonhavam com uma
temporada ímpar na história do clube. Só que após o rebaixamento
para a Série B, a realidade é bem diferente e a diretoria já começa a
trabalhar com ela. O time terá, por baixo, um corte de receitas de 16,2
milhões de reais, o que compromete os investimentos no futebol para
2012. Isso porque, em vez de receber pelo menos R$ 18 milhões de cota de
TV na Série A 2012 (este ano foram R$ 9 milhões), terá de se contentar
com um valor que não chega a 10% disso na Série B, segundo o presidente
em exercício Robinson de Castro. "Receberemos 1,8 milhão na Série B.
Teremos que trabalhar com essa realidade e enxugar os investimentos no
futebol".
E a primeira providência da diretoria é reduzir a folha
salarial, que era de um R$ 1 milhão no Brasileirão-2011, para R$ 350
mil em 2012. "Com o corte nas receitas para o ano que vem, os
investimentos também precisariam ser reduzidos. Não daremos um passo
atrás. Manteremos a filosofia implantada pelo Evandro Leitão, que é de
responsabilidade financeira". Além de reduzir a folha salarial do
elenco, outras receitas devem ser reduzidas com a queda de divisão. Os
patrocínios da Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado devem ser
renegociados com um valor menor, assim como o valor de um patrocínio
master, que o Vovô está procurando para substituir a NeoQuímica, que não
será parceira no ano que vem. (DN/AVSQ).