O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), subordinado ao Ministério
da Cultura, estuda lançar uma campanha estrelada pelo deputado federal
Tiririca (PR-SP) pela valorização dos museus, segundo a assessoria de
imprensa do instituto. "Você sabe o que é um museu? Eu também não, mas vamos descobrir".”
Segundo o deputado Tiririca, o mais votado na eleição do ano passado,
esta deverá ser sua fala na campanha pela popularização dos museus no
país. A ideia de parafrasear o slogan de sua campanha eleitoral partiu do
presidente do Ibram, José Nascimento, de acordo com o deputado. "Achei sensacional. Ele [Nascimento] que propôs o slogan e eu topei
na hora. Se eu não gostasse, falava. Mas achei demais e é importante
popularizar o museu. De onde eu venho pouca gente sabe o que é. Acham
que é coisa de velho"”, disse Tiririca, natural do Ceará.
A assessoria de imprensa do Ibram confirmou a intenção de utilizar o
deputado como garoto-propaganda, mas disse que não há uma previsão de
quando a campanha deverá ser lançada. Tiririca afirmou que apoia inciativas museológicas, como a criação de
Museu Itinerante do Circo e a inclusão da cultura circense no Museu da
Diversidade Brasileira. Este museu faz parte do projeto “Esplanada dos
Museus” dos governos federal e do Distrito Federal e cujo objetivo é
implantar cinco novos museus na região da Esplanada dos Ministérios, em
Brasília. Nesta quinta-feira (8), às 10h, o deputado comanda audiência pública
para discutir a cobrança de tarifas e concessão de alvarás para a
instalação de circos no país. Ele é autor do projeto de lei 1527/11 que
prevê a criação de programas assistenciais específicos para
profissionais do circo. Segundo Tiririca, “burocracia” e “discriminação” dificultam a difusão
da arte circense pelo país. "Não sei se é por causa da origem simples,
mas tem cidades em que o prefeito dificulta. Eu comecei a trabalhar no
circo aos oito anos e sei bem o que é isso", afirmou. O deputado defendeu que as taxas pagas pelos circos (luz, água, Corpo
de Bombeiros, arrecadação de direitos autorais de músicas, etc) sejam
reduzidas. "Eles querem pagar, mas não como uma empresa", disse. Tiririca disse que não apresentou projeto de lei sobre o tema porque a
maioria dos tributos são municipais e não podem ser alterados por lei
federal. No entanto, ele espera realizar outras audiências públicas
sobre o tema e contar com o apoio da Confederação Federal dos Municípios
(CNM) para interceder junto a prefeitos. (G1/AVSQ).