Madeline Mann, hoje com 22 anos, e acima, logo após nascer com apenas 280 gramas. Duas mulheres, atualmente com 22 anos e 7 anos, continuam a viver com
saúde, após terem nascido com menos de 300 gramas de peso - valor
equivalente a um iPhone. A condição de vida de ambas é descrita em um
estudo publicado on-line nesta segunda-feira (12) na revista médica
"Pediatrics", publicação da Academia Americana de Pediatria.
Nascida em 1989, a norte-americana Madeline Mann nasceu no Centro
Médico da Universidade Loyola, pesando apenas 280 gramas. Na época, ela
foi considerada o menor bebê a sobreviver em toda a história. Desde
então, outros três bebês foram gerados no mundo com um peso ainda menor. O mais leve deles é Rumaisa Rahmam, que também nasceu nos Estados
Unidos, mas com apenas 260 gramas. O parto também deu à luz Hiba, com
450 gramas, e a dupla se tornou as gêmeas mais leves que já existiram no
mundo. Tanto Madeline quanto Rumaisa vivem normalmente, com desenvolvimento
motor e de fala saudáveis. Mas segundo Jonathan Muraskas, principal
autor do artigo, os casos delas são raros e a maioria dos bebês nascidos
com tão pouco peso não sobrevivem ou apresentam problemas graves
durante o crescimento como retardo mental e cegueira. Madeline passou 122 dias na unidade de terapia intensiva neo-natal.
Já Rumaisa ficou 20 dias a mais. Enquanto a mais nova agora está
cursando a primeira série do ensino fundamental, a adulta hoje estuda no
Augustana College, em Rock Island. Apesar de saudáveis, ambas
permanecem pequenas para a idade que chegaram. O hospital infantil da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos,
mantém um registro dos menores bebês do mundo. No país, 85 bebês
sobreviveram com uma faixa de peso tão baixa. Muraskas afirma que é perigoso para pais e médicos se basearem nos
casos das duas norte-americanas, pois o sucesso delas pode gerar "falsas
expectativas" para mães com chances de ter bebês muito leves. Segundo o especialista, mulheres têm maiores chances de
sobreviviência nesses casos do que homens. Nos casos de Madeline e
Rumaisa, ambas as mães tomaram esteroides antes dos partos que ajudaram
na formação dos pulmões e dos cérebros das crianças. (G1/AVSQ).
