Zona Norte tem alta incidência de calazar.


Sobral, Itapipoca e Tianguá têm a maior incidência de casos de leishmaniose visceral (calazar) no Ceará este ano, seguidas de Baturité, Crato e Juazeiro do Norte. Para combater a doença instrutores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ministram na próxima semana (17 a 21), no Laboratório de Análises Clínicas da Escola de Saúde Pública do Ceará, em Fortaleza, o II Curso de Taxonomia de Vetores das Leishmanioses para laboratoristas de entomologia das 21 Coordenadorias Regionais de Saúde (Cres). Com o curso, os laboratoristas estarão capacitados para identificar os flebotomíneos, pequenos insetos responsáveis pela transmissão de algumas doenças aos humanos e animais, como as leishmanioses, de maior importância pela distribuição geográfica e número de casos. As leishmanioses tegumentar e a visceral estão em expansão no Ceará, embora tenham maior importância epidemiológica em determinadas regiões. No Brasil, a leishmaniose visceral é uma doença endêmica com registro de surtos freqüentes. No Ceará, a doença se encontra em tendência crescente de incidência, com surtos periódicos. As microrregiões de maior incidência são em ordem decrescente: Canindé, Juazeiro do Norte, Crato, Caucaia, Sobral, Acaraú, Fortaleza, Tauá e Maracanaú. (DZN/AVSQ).