Em 100 dias, as
quadrilhas organizadas que agem no Ceará realizaram pelo menos 27 ações
contra bancos, caixas eletrônicos, agências dos Correios, joalherias e
carros-forte. A média é de uma ocorrência a cada quatro dias. O
levantamento dos casos ocorridos entre os dias 4 de julho e 13 de
outubro indica que o crime organizado está cada vez mais ousado. O
município de Quiterianópolis, por exemplo, foi alvo de dois assaltos em
um intervalo de 20 dias. Primeiro, os criminosos explodiram um caixa
eletrônico da Prefeitura e, depois, assaltaram uma agência dos Correios,
fazendo a gerente refém e ferindo um policial durante troca de tiros. As
quadrilhas também voltaram a agir na Capital, onde o efetivo é de cerca
de 9 mil policiais militares, 3 mil a mais do que em todo o Interior.
Nesses 100 dias, foram oito ações em Fortaleza. O principal alvo foram
os caixas eletrônicos. Os assaltantes arrombaram ou explodiram
equipamentos instalados na sede da Secretaria Executiva Regional II, no
bairro Edson Queiroz; da Secretaria da Saúde do Estado, na Praia de
Iracema; e do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), no
Rodolfo Teófilo. A lista de crimes em Fortaleza inclui ainda
assaltos a joalherias no North Shopping e no Shopping Aldeota; roubo ao
Bradesco do bairro Vila Velha e dois ataques a carros-forte (um no
estacionamento do North Shopping, quando os bandidos tentavam fugir, e o
outro no Hospital Regional Unimed). Nem mesmo as prisões -
nesses 100 dias, pelo menos 25 pessoas foram detidas acusadas de
integrar grupos que agem na Capital e Região Metropolitana - intimidaram
as quadrilhas. O titular da Delegacia de Roubos e Furtos
(DRF), Romério Almeida, cita um exemplo. No dia 14 de setembro, a
Polícia desarticulou uma quadrilha acusada de uma série de assaltos na
Grande Fortaleza. Nove foram presos e dois continuaram foragidos:
Francisco Uanderson da Silva Souza, o Zé da Barra, e Paulo Isaac
Clarindo de Queiroz. (O POVO Online/AVSQ).