Policiais civis que estão em greve há uma semana denunciam que veem
sofrendo assédio moral por parte da direção da Polícia Civil. A denúncia
foi feita ontem à noite em assembleia da categoria, em frente ao prédio
Sindicato dos Policiais Civis, no Centro da cidade, para avaliar a
greve. Foi a segunda assembleia dos policiais, depois da retomada da
paralisação. A última ocorreu no dia 14 de outubro. “Somos impedidos de
colocar faixas e cartazes indicativos da greve nas delegacias”, acusa
Hernani Leal, secretário-geral do Sindipoci. Segundo ele, os delegados
distritais recebem ofício da Delegacia Geral, solicitando os nomes dos
policiais que aderiram à greve. “Pedem os nomes sob ameaça de
retaliações, como faltas e transferências. Já comunicamos à SSPDS, mas
como está sendo alegada a ilegalidade da greve, acham-se dentro da lei”. Hoje,
são cerca de 1.800 policiais civis no Ceará. A reestruturação do quadro
de policiais civis, o pagamento de policiais ativos e inativos,
promoções, realização de concurso público para admissão de mais
policiais, além da discussão sobre a questão das horas extras da
categoria são os pontos principais de reivindicações dos policiais. Um
policial civil com nível superior recebe, em média, R$ 2.100,00 por mês,
segundo o Sindipoci. Depressão, estresse, desequilíbrio mental e
doenças provocadas pelo excesso de trabalho estão na lista dos problemas
de saúde que acometem a categoria. “Continuamos na luta, acreditando na
Justiça e que a Justiça seja feita”, frisou a presidente do sindicato,
Inês Romero. Nesta quarta-feira, 26, os policiais civis vão ser
reunir novamente, às sete horas da manhã, em frente ao prédio do
Tribunal de Justiça. “Vamos falar aos desembargadores sobre como está a
nossa situação na atualidade.” - antecipa a presidente do sindicato da
categoria. (O Estado/AVSQ).