
Provavelmente um descuido, imaginaram amigos do trabalhador rural
Antônio Geovânio Cajazeira, 52, anos, mais conhecido pelo apelido de
“Chacal”. Ele morreu na tarde desta sexta-feira, 28, quando derrubava as
alvenarias de uma casa de taipa na localidade de Junco Novo, na zona
rural de Quixadá. A última parede do imóvel que estava sendo demolido
caiu sobre ele por volta das 16 horas. Uma hora depois, ao dar pela
falta dele o amigo Emanuel Lopes de Sousa encontrou o corpo de “Chacal”
sobre os escombros. ele e outros vizinhos retiraram os restos de parede
de cima dele. Não apresentava mais nenhum sinal de vida. A casa matou o
amigo. No início da noite a Polícia foi acionada. O amigo disse ter ouvido o estrondo e visto a poeira subindo enquanto
ordenhava alguns animais na sua propriedade, a pouco mais de 100 metros
de distância do local da demolição. Como no dia anterior já havia visto
poeira subindo com a queda das paredes não deu muito importância. Mas
dessa vez “Chacal’ demorou a aparecer após a nuvem de poeira baixar. Era
a ultima parede. Uma vizinha chegou a sugerir a ele para deixar o
término do serviço para o dia seguinte. “Ou eu acabo com essa casa hoje
ou ela acaba comigo”, foi a resposta. Segundo um policial civil que esteve no local, pelos levantamentos a
vítima estava de costas quando a parede desabou sobre ele. Pela posição
do corpo “Chacal” não viu a alvenaria desmoronando. Foi apanhado de
surpresa. Embora sejam feitas apenas com gravetos de madeira e barro
prensado esses tipos de alvenaria são mais pesados do que as de casas
normais. O peso chega a ser três vezes maior. Indiscutivelmente a parede
foi a responsável pela morte do agricultor. Resta saber as causas do
óbito, se por traumatismo craniano ou asfixia. O corpo foi encaminhado
para necropsia no Núcleo de Perícia Forense (Pefoce) de Quixeramobim. (DSC/AVSQ).
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