
Os frequentadores da Avenida Beira-Mar assistiram, na tarde de ontem, uma demonstração do trabalho dos peritos cearenses. A simulação serviu de atrativo para que a população participasse do movimento organizado para divulgar a greve da classe, iniciada há nove dias. A perita criminal auxiliar Ana Márcia Martins, afirma que a população deve ser melhor informada sobre o trabalho pericial, uma vez que este seria a visão científica da Justiça. A insatisfação com os salários e a sobrecarga de trabalho conferiu à greve 80% de adesão dos trabalhadores. As principais reivindicações são, por mais peritos, já que todo o Estado conta apenas com 208 profissionais; mais equipamentos, qualificação e melhores salários, visto que o Estado do Ceará é que tem o pior do Brasil. A quantidade reduzida de pessoas nos setores faz com que exista apenas uma equipe destacada para perícias de áudio e vídeo, uma para informática e uma para engenharia, no Estado inteiro. As equipes responsáveis pelas perícias nos locais de crime funcionam regularmente em 14 divisões. Apenas no ano passado estas atenderam a 5.500 ocorrências em Fortaleza e Região Metropolitana.
Fonte: DN Cidade/AVSQ.