
Uma vigília na Esplanada dos Ministérios lembrou nesta terça-feira (17) o Dia Internacional contra a Homofobia. A data é comemorada desde 1990 quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade – até então tratada como transtorno mental – do seu cadastro internacional de doenças. Projeções nas paredes da Biblioteca Nacional lembraram a necessidade de aprovação do projeto de lei (PL) que pretende tornar a homofobia crime, assim como já ocorre com o racismo. O tema da campanha escolhido para este ano é As Curas Que Matam. Segundo a coordenadora do movimento na América Latina, Jandira Queiroz, as terapias que propõem curar homossexuais em geral são sugeridas por grupos religiosos e ainda têm força nos países da região. “Geralmente essas terapias são feitas em cárcere privado, com tortura física e psicológica, assédio moral, que são violações graves dos direitos humanos e baseadas em argumentos que não são verdadeiros. A nossa intenção é confirmar que todas as organizações científicas ligadas ao campo da psicologia e da psiquiatria não aprovam esse trabalho”, disse. A organização estima que no dia de hoje mais de 70 países promoveram atividades ligadas ao tema e 50 milhões de pessoas foram expostas a mensagens de combate à homofobia. Durante a vigília foram acendidas 260 velas representando os 260 homossexuais assassinados no ano passado no país, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia.
Fonte: CNEWS/AVSQ.