Mina de Itataia fica para 2015, admite INB.

A mina de Itataia, localizada a 252 quilômetros de Fortaleza, é a maior do Brasil. Através do fosfato, a mina vai impulsionar a produção de fertilizantes agrícolas e nutrição animal. Considerado o maior projeto das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), as minas de urânio e fosfato de Itataia, no município sertanejo de Santa Quitéria, ainda esperam o licenciamento ambiental e a liberação de recursos para construção de uma adutora. A expectativa da INB é de um atraso de, no mínimo, um ano e meio no cronograma. Segundo o presidente da instituição, Alfredo Tranjan Filho, o início da operação, prevista inicialmente para fim de 2013, ficou para julho de 2015. Ele apresentou o projeto ontem durante o 7º Fórum CIC de Debates, uma iniciativa é do Centro Industrial do Ceará (CIC), em parceria com a Fundação Ulysses Guimarães, e o apoio do Diário do Nordeste.O atraso, explicou Tranjan, ocorre por conta do licenciamento ambiental, que está sendo refeito. O consórcio Santa Quitéria, formado pela INB e Galvani, recomeçou o processo em 2009, após questionamentos do Ibama e do Ministério Público Federal (MPF). As empresas desistiram de tentar reverter a decisão judicial, que suspende a licença antes expedida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Agora, o licenciamento das usinas será de responsabilidade apenas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exige novos Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Antes, cabia ao Ibama o licenciamento da usina de urânio. E à Semace, a licença da exploração de fosfato.Segundo Tranjan, o EIA/Rima será entregue em fevereiro do próximo ano. "O cronograma segue em comum acordo entre INB e Conselho Nacional de Energia Nuclear (Cnem) no intuito de reduzir o tempo para licenciamento", disse. "A melhor expectativa é que a operação da mina comece em julho de 2015, o que prevê tempo para estudos e análises do licenciador, respostas das empresas ao questionamento". Mas a realização de audiências públicas podem atrasar o cronograma. Os recursos para a adutora serão liberados somente com o licenciamento ambiental.

Fonte: DN Negocios/AVSQ.