Novo protesto corintiano é marcado por confronto com a polícia.

Cerca de 300 torcedores do Corinthians compareceram ao CT Joaquim Grava, na zona leste de São Paulo, na manhã deste sábado, para protestar contra o time pela eliminação na Taça Libertadores. Enquanto o ônibus com a delegação não chegava, os torcedores --a maioria membro da Gaviões da Fiel, principal facção do Corinthians-- exibiram faixas com mensagens ofensivas aos jogadores e ao presidente Andres Sanchez. Além de entoar gritos de guerra e ameaças ao elenco. "Com Sanchez, sem chances", diz uma das faixas. "Ingresso R$ 50,00, futebol R$ 1,99" e "R$ 500 para ver esse lixo de futebol? Vocês não estão valendo nem R$ 0,50", eram outras. Cerca de seis viaturas da Polícia Militar estavam no local, com aproximadamente 30 políciais. Quando o ônibus com a delegação do Corinthians chegou, por volta das 9h40min, os torcedores começaram a atirar pedras e tentaram impedir o acesso do veículo ao CT. A polícia respondeu à torcida com bombas de efeito moral e balas de borracha. Os torcedores ainda pediram a saída de Sanchez e ameaçaram o elenco com gritos de guerra. "Quem não joga por amor, joga por terror", foi um dos gritos. Os únicos jogadores poupados foram Jorge Henrique, Júlio César e Alessandro. O restante foi chamado de "pipoqueiro" pelos torcedores.Os portões do CT Joaquim Grava permaneceram fechados e a imprensa aguardou do lado de fora, sem contato com os jogadores. Um jornalista foi atingido por um torcedor com um bambu. Outros foram intimidados. 

Fonte: Folha.com.