Diferente de alguns meses atrás, quando a dona-de-casa, Regina Fernandes, 40 anos, mãe das siamesas Clara e Clarice, nascidas há 11 meses, em Santa Quitéria, encontrava-se desacreditada do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), para o tratamento das filhas, hoje a situação parece ser outra. Pelo menos é o que declara Regina, "Fomos recebidos pelo diretor do hospital, que nos passou tranquilidade e firmeza, diferente de antes, quando cada um falava uma coisa". Pelo que parece a reunião realizada ontem, entre a família e o diretor do HIAS, Walter Frota, foi bem positiva. Segundo o coordenador geral do Instituto Vida, João Mota, a confiança foi resgata. "Com isso, temos o início do cumprimento da decisão judicial, com garantias a família, mas somente depois da avaliação médica de hoje, é que a mãe decidirá pela cirurgia ser feita ou não aqui", informou. A assessoria de imprensa do HIAS informou que somente a partir dessa avaliação é que poderão ser dadas as coordenadas no que ser refere ao tratamento. A equipe médica também será definida a partir daí. A assessoria acrescentou que no caso da operação, são necessárias duas equipes, uma para cada criança. No total foram efetuadas dois procedimento desse tipo no hospital, ambos com sucesso. Segundo a família das gêmeas, a decisão de procurar a Justiça para a rápida resolução do caso foi devido a atitude de alguns profissionais durante o tempo de tratamento das crianças no HIAS. Eles não teriam passado certeza para família sobre o correto procedimento a ser feito nas crianças.
Fonte: DN e AVSQ.