"Amigo e de confiança", Mainha é enterrado em Jaguaribara.

Aos poucos, famílias inteiras chegavam em motos, bicicletas e carros. Faltou espaço na capelinha para tanta gente. O cemitério Parque da Saudade ficou cheio. Todos queriam homenagear, ou pelo menos ver, o homem consagrado pelas mortes. Sob lágrimas da família e olhares de dezenas de curiosos, Idelfonso Maia da Cunha, o Mainha, executado com oito tiros na última terça-feira, foi enterrado na tarde de ontem em Jaguaribara, a 225 quilômetros de Fortaleza.O ilustre “filho da terra”, como muitos se referiam, partiu, mas deixou dezenas de histórias na boca do povo. Histórias, principalmente, de um Mainha tranquilo, paciente e amigo. “Se quebrassem uma garrafa nos pés dele, numa festa, ele não fazia nada”, garantia um senhor. “Era amigo do papai. Não tinha pessoa mais amiga”, recordava-se uma moça. “Papai comprava gado dele. Dizia que era uma boa pessoa. As histórias (de pistolagem) que a gente sabe são só as que contam”, esquivava-se uma senhora. “Dizem que quando tinha amizade com alguém, podia confiar”, lembrava-se outra. Idelfonso Maia da Cunha, o Mainha, foi morto na última terça-feira, em Maranguape, com oito tiros. Um homem saiu de um Citroën preto e efetuou os disparos na direção do pistoleiro, que morreu no local. O enterro foi ontem.  pequena localidade de Castanhão Novo, distrito de Alto Santo, parou para prestar a última homenagem a Mainha. Filho daquela terra, como muitos repetiam, Mainha foi velado na casa do último sogro – oficialmente, ele teve três – sob os olhares dos filhos, da esposa Tânia e de parentesO crime continua um mistério. Segundo o diretor-adjunto da Divisão de Homicídios, delegado Franco Pinheiro, a única novidade no caso foi um carro preto encontrado ontem em Maracanaú. O veículo estava incendiado. A suspeita é de que seja o Citröen usado pelos criminosos que executaram Mainha

Fonte: O Povo Online.