A Polícia Federal cumpriu ontem nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis, em uma nova fase das investigações sobre a fraude no banco PanAmericano. Após análise da documentação produzida pelo Banco Central, a PF decidiu pelas buscas e apreensões nas casas dos principais ex-diretores da instituição financeira. O objetivo era encontrar indícios dos crimes financeiros apontados pela autoridade monetária que levem ao rastreamento do rombo e do dinheiro supostamente desviado do banco. Os principais crimes investigados são gestão fraudulenta, indução de investidor em erro, inserção de elemento falso em demonstrativos contábeis, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. As penas somadas podem chegar a 37 anos de cadeia. O Grupo Silvio Santos, principal acionista do PanAmericano, precisou colocar R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. O BC descobriu que o banco vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário.
Fonte: O Estado.